1960 - Vários estudos, foram realizados até os anos 1960 para avaliar o potencial energético das Sete Quedas. Antes de Itaipu Binacional, porém, o único empreendimento a se tornar realidade foi uma pequena usina que aproveitava as águas de um dos saltos para iluminar a cidade de Guaíra e uma companhia militar.
1962 - o governo brasileiro encomendou estudos sobre o aproveitamento hidrelétrico das Sete Quedas e do longo cânion a jusante dos saltos. A tarefa ficou a cargo do escritório do engenheiro Octávio Marcondes Ferraz. A proposta final, que nunca foi levada adiante, previa uma usina com capacidade de 10 mil megawatts, para produzir 67 milhões de megawatts-hora por ano, o equivalente a três vezes o consumo do Brasil na época.
1973 - O ano da assinatura do Tratado de Itaipu, que coincide com a eclosão da crise mundial provocada pelo aumento do preço do petróleo. Intensifica-se a exploração de fontes de energia renováveis como forma de assegurar um vigoroso desenvolvimento para Brasil e Paraguai.
A Itaipu Binacional é um marco para o setor elétrico dos dois países (Paraguai – Brasil). Os brasileiros consolidam a opção pela energia produzida por meio do aproveitamento da força dos rios. A potência instalada, que era de 16,7 mil megawatts, passa a contar mais 14 mil megawatts.
As obras de construção civil da Itaipu ficam a cargo dos consórcios Unicon e Conempa, enquanto a montagem eletromecânica é de responsabilidade dos consórcios Itamon e CIE. O custo da usina é de aproximadamente US$ 1.000 por quilowatts instalados, ou cerca de US$ 14 bilhões. O preço atualizado, com os juros e a inflação em dólar do período, chega a US$ 16 bilhões.
1983 - O primeiro giro mecânico de uma turbina ocorre em 17 de dezembro de 1983. E, finalmente, a Itaipu Binacional começa a produzir energia em 5 de maio de 1984, quando entra em operação a primeira das 20 unidades geradoras do projeto. Dezoito unidades geradoras foram instaladas no espaço de sete anos.
No primeiro ano de atividade, 1984, foram gerados 277 megawatts. Conforme o cronograma, de duas a três unidades eram instaladas por ano. A venda de energia começa em 1o. de março de 1985. O ápice da participação de Itaipu Binacional no mercado brasileiro foi alcançado em 1997, com o atendimento de 26% da demanda do setor elétrico do país.
2000 - O recorde de produção foi atingido em 2000, quando a Itaipu Binacional gerou 93,4 bilhões de quilowatts-hora. Em 2004, quando completou 20 anos de atividade, a usina já havia gerado energia suficiente para abastecer o mundo durante 36 dias. Itaipu Binacional supera em 4 mil megawatts a potência instalada da segunda maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Guri, na Venezuela. O rendimento de Itaipu Binacional é excepcional, mesmo se comparado a usinas do futuro. A chinesa Três Gargantas terá uma geração da ordem de 85 bilhões de quilowatts-hora, 8,4 bilhões de quilowatts-hora a menos que a capacidade máxima já atingida por Itaipu Binacional.
2007 - Maio de 2007. No mês em que Brasil e Paraguai celebram o 33º aniversário da assinatura do Tratado de Itaipu, entram em operação as últimas duas das 20 unidades geradoras previstas no projeto da usina. Com as 20 unidades geradoras em atividade e o Rio Paraná em condições favoráveis, com chuvas em níveis normais em toda a bacia, a geração poderá chegar a 100 bilhões de quilowatts-hora.




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